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Coluna Livre:”Uma ilha, norteada por pensamentos…”

Você pode tentar ler meus textos no papel. Mas você não sentirá o impacto das palavras antes de eu dizê-las.

Charles Henrique

Cerebelo

As rachaduras no fio, engendrados no doce balançar das árvores nas noites frias de verão, no calor do inverno. Pulando sobre galhos meu cérebro se desloca para bem longe, segue a estrada, sem destino; ele está perdido!

Ajude-me, ele grita. Você me comanda, não o contrário, como posso te ajudar? Digo a distância na ânsia por uma resposta profícua, mas no fundo uma certeza me vinha me fazendo perceber que as respostas já estavam em mim. Só o que restava era a dúvida.

Uma ilha, norteada por pensamentos. De um lado e do outro, com fissuras no cume de sua essência, por toda parte se via o terror, essa ilha está ruindo. Seus destroços se espalharão por todo o self contaminando e contagiando cada vez mais pensamentos puros e limpos.

Coluna Livre:”A realidade não me interessa…”

Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre!

Autor desconhecido

Memórias virtuosas

Todos nós buscamos o nosso lugar ao sol, são tantos que eu não consigo deixar de pensar: Serei eu só mais um, mais um a tentar e não conseguir, serei eu só mais um na multidão? Não! Definitivamente não, seguirei o rebanho até onde ele me trouxer frutos. Nessa caminhada eu sei que vou cair, mas como poucos não vou me abalar. Observando ao redor vejo muitas faces que se assemelham em meio a mentes que se diferenciam.

Pode até ser utopia e se for… A realidade não me interessa, com muita paciência vivo essa verdade sem questionar, há cada dia as raízes vão crescendo e se aprofundando sem parar, de fato, já não posso mais deixar de acreditar, porém a realidade cedo ou tarde vou ter de encarar. Procurar égide já não me basta, estou sem fôlego para correr meu corpo pede repouso o capiroto não vai me vencer! Por mais fraco e desmotivado ainda tenho diligência e ela me faz forte, até mesmo na fraqueza.

Coluna Livre:”A demagogia nos parece mais atraente…”

O vazio da noite chega, é chegado a hora de regredir ao passado, refletir sobre o futuro. Como explicar o que mudou, esperar o inesperado, viver o inalcançável, cara a cara com a não lucidez!

Henrique Abrantes

Ancoras que nos fixam

Para que serve a boca se não a usamos corretamente, para que serve o cérebro se mal sabemos o que é pensar; a demagogia nos parece mais atraente, as ilusões são sempre bem vindas e a verdade é sempre um tono difícil de se carregar.

Talvez isso não tenha muita importância, mas meu compromisso com a verdade vai além do que se imagina, do que se espera. Supera os valores que, como raízes, crescem e se multiplicam pelos meus órgãos, juntos me fazem como sou. Falar a verdade. Porque é tão difícil? A balança entre o bem e o mal sempre vai pender para o lado ao qual escolher, só depende de você; e nesse processo de difíceis escolhas nos fixamos á ancoras, que parecem asas, e ao invés de nos elevar nos afundam no poço dos sentimentos negros onde muitos adentram, mas poucos regridem.

Coluna Livre:”Um simples sorriso pode mudar tudo…”

Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.

Henry Ford

Esperança

Uma janela a espreita se abre e o sol já ilumina o cantante “bem-te-vi”. Levantando da cama vejo um novo dia se formar e a natureza me chama para cumprir o meu destino, os fantasmas ficaram nos pesadelos e as sombras já não são tão frias.

Talvez fosse apenas uma ilusão de uma redenção dos pecados que nem cometemos; hoje vou sorrir e o brilho dos meus dentes vão iluminar a alma dos que foram tomados pela escuridão. Um contagio de alegria e esperança vai sendo passado de um para o outro e o resultado é o melhor possível, cantos ao vento, sorrisos inesperados, palavras de amor…

Com o tempo percebemos que um simples sorriso pode mudar tudo e que o pouco se torna muito, como uma ideia bem implantada a felicidade se torna parte de você.

Coluna Livre:”O que parece estático, espera…”

Com essas palavras eu falo em nome de todos os leitores e admiradores da BDI:

“Eu sempre sonho que uma coisa gera,

nunca está morto.

O que não parece vivo, aduba.

O que parece estático, espera.”[1]

O que seria o aniversário se não a confirmação de que o tempo não para, seja como for, quem for ou á onde estiver o tempo te alcança, porque na verdade ele nunca se distância. Mas o tempo nos trás muito mais que simples perspectivas sensoriais e só o percebemos quando por alguma razão sentimos e necessidade de modifica-lo.

Nostalgia, voltar nunca será possível e a ínfima ilusão de uma possível regressão já nos basta. A cada ciclo de tempo nós mudamos, as espinhas se afloram e desaparecem, amadurecemos. E não poderia ser de outra forma.

Nesse processo, árduo, há muitas dúvidas e uma única certeza, seja como for o tempo vai passar.

Que seu aniversário de 03 anos não seja apenas o fim de um ciclo, mas que represente o inicio de outro muito mais longínquo.

Feliz aniversário BDI!


[1] PRADO, Adélia: Bagagem. 27ed. Rio de Janeiro. Record. 2008

Poema “Leitura”. Pag. 17

Coluna Livre: “Regredir ao passado não é possível sem viver o presente…”

 A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança.

 Confúcio. 

Passado

Talvez seja impossível determinar o motivo que leva uma pessoa a cometer tantos erros sem pensar no futuro ou simplesmente o ignorando, inconsequentemente. Como se a dor fosse alento para tanto sofrimento e desilusões; quando nos deparamos com problemas de verdade as pequenas coisas que nos transformam em desistentes passam a ser insignificantes e tudo o que era antes intransponível agora passa a ser simplesmente passado. Dormindo sobre pensamento que nos elevam e nos transportam para além do imaginável, sonhamos com as possibilidades não vividas, oportunidades perdidas e amores não sentidos, como velhos a beira da morte… estamos nostálgicos.

Regredir ao passado não é possível sem viver o presente, imaginar o futuro não é possível sem que haja um pingo de esperança. A morte seria o fim de tudo o que nem sabemos ao certo, essa metamorfose nos enlouquece e nos transforma. Diante de tantas possibilidades sempre ficamos tendenciados a não fazer escolha alguma e nos deixar levar pelas arestas que se formam aos nossas pés. Doentes, nos sentimos. Como de cãs, nos imaginamos, refletimos sobre tudo aquilo que esperávamos mas que apenas esperávamos.

Nos lamentamos. E é sempre assim, voltar nunca é bom, então porque fazemos? Seria nossa parte masoquista falando mais alto ou apenas uma tentativa desesperada de mudar aquilo que não nos orgulhamos. Aquilo que faz parte de nós, mas que nunca desejamos.

Quem tem os direitos comete o desrespeito

Dia desses eu me tranquei nas cadeias que existem em minha mente e mergulhei em uma profunda reflexão a fim de equacionar os grandes mistérios, não da vida, mas do universo da TV. O resultado – confesso – não foi dos mais felizes e os fatos comprovam que a TV é um mundo onde o dinheiro e a audiência falam mais alto que a honestidade e os bons princípios.

Diante de tantas questões resolvi por assimilar uma em especial; Nos últimos meses tenho observado que a Record e as outras emissoras estão mais introduzidas no mercado e tem comprado eventos que antes só eram possíveis para a globo, como o Pan na Record.

Uma única emissora deter os direitos de tantos eventos causa um grande prejuízo para os espectadores, do ponto de vista que ela tem apenas 24hs de programação e com programas que não podem ser alterados da grade. Com isso muitos eventos deixam de ser transmitidos ou são exibidos de forma compacta, nos privando das grandes emoções de acompanhar a evolução do processo de disputa ou de envolvimento da “trama”.

Uma técnica muito usada pelas grandes emissoras é a compra desses eventos, não para de fato transmiti-los, como deveria; Mas para não dar vasão a concorrência, tirando-lhe qualquer chance e principalmente lesando nós espectadores.

Mais que um ato de covardia, uma atitude escabrosa, que mostra o quão precários estamos quando se trata do bom e velho puritanismo, que hoje encontra-se em extinção. Mas será possível vencer sem pisotear os valores pessoas, que cada vez mais parecem se distinguir dos valores empresariais?

Obs. Este tema me foi sugerido por Wezllen Guedes.

USP:Drogados fantasiam-se de estudantes

Era de se esperar muito mais de “estudantes” metidos a intelectuais, com o olhar de superioridade estampado em suas faces. Mais que uma vergonha nacional, um completo absurdo, “alunos” defenderem uma ideologia contra a paz, lutarem pela desordem a balburdia e principalmente pelas drogas.

Uma prova de que inteligencia nem sempre vem atrelada aos bons costumes, aos princípios da ética e da moral que nossos pais tentam nos passar, mesmo com a pouca e honrosa instrução que tiveram. Em vão para alguns que jogam todo esse esforço no lixo junto com a pouca dignidade que lhes resta.

Com os rostos cobertos e movidos pela cola social sentem-se poderosos e onipotente.

Sem pudores, drogados fantasiados de “estudantes” invadem e tomam posse do patrimônio público, já os verdadeiros estudantes e dignos do nosso respeito há certa altura estavam dormindo para no dia seguinte trabalhar ou se enfiar de cabeça nos livros. O contrário dos vândalos que picharam e cuspiram na imagem da principal universidade do Brasil. Guerreiros sem causa para defender, lutam por conceitos que ate mesmo eles se envergonham de explicitar e isso fica claro no momento em que cobrem os rostos como bandidos que não querem ser identificados.

Uma decepção ver o quão ruim o ser humano pode ser, ver que o fundo do posso pode ser cada vez mais escavado.

Globo tem qualidade, mas e as outras?

Como todos já devem ter conhecimento a globo é a terceira maior emissora de televisão do mundo e a maior do Brasil, seus telespectadores são de todos os gêneros, passando pelas mulheres com as novelas, as crianças com os desenhos e os homens com o futebol. Sem dúvidas uma programação quase que completa e para conseguir isso foi necessário muito trabalho e qualidade, porém a globo se mantém na liderança por qualidade ou condicionamento?

Há alguns anos atrás o SBT tentou durante um longo período ultrapassar a Globo na audiência, sem sucesso e sem concorrentes se manteve na segunda colocação. É importante salientar que em diversos momentos o SBT atingiu a liderança, mas nunca a manteve.

Agora temos a Record que está brigando fortemente para se manter na segunda colocação – já conquistada – e visando a liderança, porém de todas as tentativas de liderar a audiência feitas pela Record a que está sendo mais comentada é a compra dos direitos do Pan e das Olimpíadas de Londres 2012, Jogos de Inverno de 2014, Pan de Toronto, em 2015, Olimpíadas do Rio em 2016 e Pan de 2019… Ufa! Para quem não sabe a globo é quem transmitia qualquer coisa de importância mundial no pais e sempre liderava na audiência.

O Pan deu uma grande revelação para o pais, com ele podemos observar que as pessoas assistem globo não por qualidade ou pelo programa em si, mas pelo condicionamento, afinal os atletas são os mesmos, as competições as mesmas. Estão acostumados a ver globo, tão acostumados que ao ver o simbolo de outra emissora já dizem “Não tem qualidade” isso quando mudam de canal, o que não acontece nem no comercial. Que Globo tem qualidade é inegável, mas e as outras emissoras?

Pecados do jornalismo brasileiro

Antigamente e com base em pesquisas realizadas pelo IBGE, os brasileiros temiam o desemprego, hoje essa situação se mostra diferente, a maior preocupação dos brasileiros e digo que não só dos brasileiros mas de todos os habitantes deste planeta é com a segurança. Isso porque o jornalismo que deveria ser utilizado como forma de informação está se mostrando assustador e temeroso no sentido de que está colocando em pânico a população, a cada notícia a cada exagero ou a cada balela lançada dentro da residência de cada simplório tele-espectador, é como uma pequena semente que vai crescendo até chegar a seu cume.

Existem vários tipos de jornalismo porém o que mais vemos atualmente no Brasil é o jornalismo de entretenimento, mais conhecido como fofoca, luxúria é seu sobre nome e egoísmo sua característica, isso porque cultua o padrão de beleza e por causar inveja nos espectadores ao verem as “felizes vidas” dos famosos. Mas fofoca não se encaixa em jornalismo, pois o mesmo é melhor adequado a prestação de serviço , mostrar a verdade como ela é com o mínimo de cortes, alterações, manipulações ou se quer interpretações. Esse tipo de “jornalismo” fofoca é o principal meio de produção de boatos e mentiras que circulam dentre os lábios de todo o brasil.

Quantidade não faz qualidade, isso define bem o que muitos jornais fazem enchendo paginas e paginas de informações que muitas vezes não tem qualidade, essa gula súbita por informações e detalhes faz com que as pessoas sejam “desenformadas” ao ver um jornal na TV dificilmente você se lembra da manchete principal, a que abriu o jornal, isso porque foram passadas tantas outras informações que nenhuma delas ficou na sua cabeça só o que te restou foi o medo intrínseco que vai se refletir em uma população cada vez menos corajosa ou disposta a enfrentar o mundo de peito aberto.

Além disso existe também a preguiça de alguns jornalistas em pesquisar a notícia, em um pais como o Brasil onde existe uma diversidade e um manancial de informações isso é inaceitável, principalmente quando se quer atingir a audiência esperada isso só para ter o orgulho em seu auge e se exibir com os autos índices de tele-espectadores assistindo o jornal. Paralelamente a isso os jornais brigam para conseguir o furo de reportagem caracterizando a avareza.

Por fim o jornalismo brasileiro pode ter muitas faces e com certeza tem mas o que o jornalismo não pode, em hipótese alguma, é ser leviano a provocar a ira, pânico ou revolta na população, seu papel é informativo e nada mais. Porém sua influencia é inevitável, em tudo que vivemos e fazemos de uma forma ou de outra teve influencia da mídia desde a roupa que vestimos até a forma com que falamos e agimos, no caso dos brasileiros “não agimos”.

Obs. Um assunto bem recorrente, principalmente porque vemos a cada dia aumentarem os índices de criminalidade, os tele-jornais estão quase impossíveis de se ver, e quando temos coragem para tal usamos uma flanela para limpar todo o sangue da tela da TV após o termino do jornal.

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