
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi morta a tiros dentro de seu carro, um Fiat Idea Adventure cinza, na porta de casa na localidade de Timbau, em Piratininga, Niterói. De acordo com um primo da vítima que não quis se identificar, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros por volta das 23h30 de quinta-feira. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista. Ela era um dos 12 nomes de uma ‘lista negra’ encontrada com um suspeito de tráfico de drogas detido no Espírito Santo.
Patricia Acioli foi a responsável pela prisão de quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio no município de São Gonçalo. A quadrilha sequestrava e matava traficantes para depois pedir resgates de R$ 5 mil a R$ 30 mil a comparsas e parentes das vítimas. Ela também decretou, em janeiro deste ano, a prisão preventiva de seis policiais acusados de forjar auto de resistência na cidade.
Patrícia estava em uma ‘lista negra’ com 12 nomes possivelmente marcados para a morte encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro deste ano em Guarapari (ES). Ele é considerado chefe do grupo de extermínio investigado por pelo menos 15 mortes em São Gonçalo nos últimos três anos.
O presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebelo dos Santos, esteve no local do crime e disse que ela já havia recebido ameaças.
Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos. Na hora do crime, ela estava sem seguranças. De acordo com o primo da vítima, na época em que era presidente do TJ, Luiz Zveiter teria tirado a segurança da juíza. Apesar das ameaças sofridas, a escolta não foi recolocada.
Patrícia Acioli começou sua carreira como defensora pública na Baixada Fluminense. Na época, teve o carro metralhado. Ela exercia a função de juíza há cerca de 20 anos.
Gianecchini é diagnosticado com linfoma: “estou pronto para a luta”

O ator Reynaldo Gianecchini foi diagnosticado com um linfoma Não-Hodgkin, informou a assessoria da TV Globo em nota nesta quarta-feira (10). Ele está internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estão sendo realizados novos exames para a especificação adequada. “Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês”, afirmou Gianecchini.
O ator, de 38 anos, passou por uma cirurgia de hérnia ingual há cerca de um mês e sofreu duas reações, uma infecciosa e uma alérgica. De acordo com a assessoria de imprensa do artista, ele deu entrada na unidade hospitalar no dia 1º de agosto devido a uma faringite crônica e foi tratado com antibióticos.
Em entrevista, a assessora da peça Cruel, da qual Gianecchini integra e estava em cartaz em São Paulo, adiantou que o espetáculo está suspenso até segunda ordem.
Linfomas são neoplasias malignas que se originam nos gânglios, muito importantes no combate às infecções. Existem mais de 20 tipos diferentes do linfoma Não-Hodgkin e as principais causas são sistema imunológico comprometido e exposição química a certos agentes químicos – como pesticidas, solventes e fertilizantes. Os tratamentos mais comuns são quimioterapia, radioterapia ou os dois combinados.
Setembro
Com ruas sitiadas e aplausos a Bush, NY revive luto do 11/9

Muito provavelmente este não era nem o local nem o momento ideal para se identificar o estado de uma nação que, dez anos depois do pior ataque terrorista de sua história, tenta se recuperar de uma crise econômica de proporções gigantescas, causada em grande parte pelo endividamento gerado pelas invasões do Iraque e do Afeganistão. Mas as centenas de familiares das vítimas do 11 de setembro de 2001, reunidas em uma cerimônia histórica no Marco Zero, onde ficavam a Torres Gêmeas, aplaudiram enfaticamente o ex-presidente George W. Bush e o ex-prefeito Rudy Giuliani, ambos republicanos, enquanto o presidente Barack Obama e o atual prefeito Michael Bloomberg foram recebidos friamente.
A cerimônia contava com o governador de Nova Jersey, Chris Christie, uma da principais estrelas da oposição, o de Nova York, Andrew Cuomo, visto como o futuro do Partido Democrata, e a secretária de Estado, Hillary Clinton. Para evitar que a grande concentração de caciques desse à cerimônia um caráter de campanha eleitoral, a prefeitura pediu que os discursos fossem breves e apolíticos. Obama leu um trecho do Salmo 46, que trata do refúgio último das nações em destroços: Deus. Bush escolheu uma carta de Abraham Lincoln dedicada a uma mãe que perdeu cinco filhos na Guerra Civil Americana.
Durante a semana, líderes religiosos protestaram contra a ausência de sacerdotes no púlpito dos 10 anos do 11 de setembro, mas o dia foi preenchido por promessas a Deus, inclusive do ex-prefeito Giuliani, que terminou sua leitura de texto bíblico pedindo bênçãos aos soldados que pereceram nos campos de batalha das guerras pós-11 de setembro, às famílias das vítimas dos ataques terroristas e, finalmente, à América. Todos os discursos foram intercalados pela tradicional – e nem por isso menos emocionante – declamação dos nomes das 2.983 pessoas que morreram há dez anos na série de ataques conduzidos pela Al-Qaeda em solo americano.
Em um ano repleto de ineditismos, o primeiro encontro de Bush e Obama no Marco Zero se deu no momento em que a primeira torre do novo complexo do World Trade Center já toma forma aos fundos do palanque, guardada por uma gigantesca bandeira americana, e um dia antes de o Memorial 11 de Setembro ser aberto oficialmente ao público. Museu vivo das chagas do dia mais trágico da história contemporânea dos EUA, o prédio foi inaugurado oficialmente nesta manhã, em uma visita exclusiva para os familiares das vítimas do terror.
“O museu é belíssimo, mas os nomes não têm identificação fácil. Para nós, este é o cemitério possível, onde nossos queridos pereceram para sempre”, dizia, emocionada, Janice Facuzza, que perdeu o irmão, 53 anos, um dos muitos funcionários da empresa Contor Fitzgerald a perecer no atentado. Os familiares se emocionaram especialmente com a apresentação de Paul Simon. Ele substituiu de última hora o clássico “Like a Bridge Over Troubled Water” pela exata “Sounds of Silence”. Contido, dedilhando o violão, com um boné do Memorial, o compositor que encarna como poucos a alma nova-iorquino fez familiares se abraçarem entre choros e olhares intensos para o céu. James Taylor e sua voz de veludo também marcaram presença.
“A dor não passa nunca, mas ao menos aqui, dividindo o sofrimento com os outros familiares, conseguimos algum conforto”, dizia Janice, segurando uma cartolina com fotos do irmão. Ela veio do Queens para o tributo, mas muitos presentes tiveram de atravessar muitas outras pontes para chegar a Manhattan. Com o objetivo de cumprir a promessa que fez a sua prima, Lou Garcez, 55 anos, dirigiu mais de seis horas de Maryland para prestar sus homenagem ao primo Angel, bombeiro de 35 anos, que morreu tentando salvar vidas no dia fatídico. “Ninguém pode esquecer o que aconteceu aqui. Foi o Pearl Harbor de nossa geração. Nosso país, nosso povo foi atacado. Por favor, não nos esqueçamos disso jamais!”, disse, emocionado.
“Eles eram nossos vizinhos, nossos amigos, nossos esposos, nossos pais. Eles eram os que vieram correndo para cá com o objetivo de salvar vidas. Dez anos se passaram desde que um céu perfeito se transformou no negrume da noite. Desde então temos vivido entre a luz e as sombras”, disse Bloomberg, em tom sóbrio. O prefeito também lembrou que, em uma década, os órfãos do 11 de setembro cresceram e se tornaram jovens adultos. Esta foi, quiçá, a imagem mais dura do dia, com os depoimentos de meninos e meninas que mal conheceram os pais, mas que, com voz trêmula, no alto do palanque improvisado no Marco Zero, juraram jamais esquecer do rosto, do carinho, do amor dos familiares para sempre desaparecidos.
Enquanto isso, na área externa ao complexo do 9/11 Memorial, os americanos relembraram a tragédia em meio a um grande aparato de segurança. Centenas de policiais uniformizados e homens à paisana isolaram todo o perímetro do complexo do World Trade Center. De carro, chegar perto nem pensar. Dependendo da zona, o bloqueio chegava a dez quarteirões. Nas ruas próximas, só carros da polícia circulavam. A pé, era possível caminhar livremente até a distância de um quarteirão do complexo.
Para se aproximar dos telões que transmitiam o que acontecia do lado de dentro das grandes cercas do 9/11 Memorial, só passando por uma minuciosa revista. Policiais com detectores de metais paravam todos, revistando as bolsas das mulheres e não deixando ninguém entrar na área isolada de mochila. Durante toda a cerimônia, os check-points registraram longas filas. Americanos e turistas querendo se aproximar para prestar seu tributo às pessoas que morreram naquela terça. Dentro do perímetro, um clima muito diferente dos dias anteriores.
Nada de turistas posando para fotos com a nova torre do 1 World Trade Center ao fundo. O momento era de luto, lembrança e tristeza. Amigos, familiares que não estavam na cerimônia oficial e pessoas comuns, como José Colón, um “apoiador dos bombeiros”, de acordo com suas próprias palavras. “Eu caminhei por toda Manhattan visitando os quartéis de bombeiros. Estou aqui para lembrar todos eles”, disse o senhor de origem porto-riquenha, vestido com um colete com várias insígnias de diferentes batalhões de Nova York. “Eu mesma fiz”, disse.
Dentro desse perímetro, as pessoas – muitas delas enroladas em bandeiras americanas e com fotos de vítimas dos atentados afixadas no peito – se concentravam nas quinas do grande quarteirão do memorial e o canteiro de obras do novo World Trade Center. Entre elas, muitos jornalistas, alguns militares, e claro, policiais. No topo de um prédio próximo, agentes observavam a movimentação usando binóculos, e, de tempos em tempos, carros pretos passavam por entre as barreiras de contenção posicionadas junto ao meio fio.
Todos acompanhavam a leitura dos nomes das vítimas com atenção e respeitavam cada momento de silêncio anunciado pelo cerimonial. No total foram seis, marcados exatamente nos minutos dos principais acontecimentos da tragédia: o ataque às duas torres (8h46 e 9h03), o ataque ao Pentágono (9h37), a queda do voo 93 na Pensilvânia (10h03) e a queda das duas torres (9h59 e 10h28). Em cada um desses momentos, um sino soava três vezes.
Ao fim de quase quatro horas, o tributo teve fim com a caminhada dos familiares das vítimas pelo Memorial. E um país ainda de luto deixou o sul de Manhattan, dez anos depois do infame ataque a civis e trabalhadores, querendo acreditar, como lembrou o governador Cuomo, nas quatro ‘liberdades’ fundamentais do país, bebendo do notório discurso de Roosevelt em 1941. A liberdade de expressão, a religiosa, a de ambição pessoal e, finalmente, a que ecoou mais forte no dia ensolarado que foi se turvando com o passar das horas: a liberdade de enfrentar o medo.
Com aval do TSE, Kassab comemora o ‘nascimento’ do PSD

O prefeito de São Paulo e idealizador do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, comemorou a sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ratificou o registro de seu partido nesta terça-feira. “Nasceu o PSD! Parabéns a todos os brasileiros que participaram das diversas etapas da sua criação”, afirmou. “Cumprimento a Justiça Eleitoral brasileira por sua eficiência e seriedade”, disse, em outra postagem.
Por seis votos a um, o TSE concedeu o registro à legenda capitaneada por Kassab nesta noite. A decisão autoriza que a sigla possa apresentar candidatos nas eleições municipais do próximo ano. O prefeito paulistano disse ainda que a primeira reunião da executiva nacional da agremiação ocorrerá amanhã, às 9h, em Brasília.
Para a criação de um partido político, além de um requerimento de registro com pelo menos 101 fundadores espalhados por nove estados do País, cada futura agremiação que tem de apresentar, também em nove estados, 491.643 assinaturas com o aval de eleitores – quantidade que equivale a 0,5% dos votos válidos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados. A legislação estabelece o dia 7 de outubro como data limite para a concessão do registro a um partido que pretenda disputar o processo eleitoral do próximo ano.
O julgamento sobre o pedido de registro do PSD foi iniciado na última quinta-feira, quando a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, apresentou uma “saída matemática” para provar que, mesmo que parte das assinaturas apresentadas pela futura legenda possa conter fraudes, ainda assim a sigla conseguiu cumprir o número mínimo de cerca de 490 mil apoiamentos. De acordo com ela, com base na Teoria dos Conjuntos, no “quadro mais desfavorável” de duplicidade, se fossem descontadas do universo de apoiamentos consolidados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) as certidões das zonas eleitorais com as assinaturas dos eleitores, sobrariam menos nomes, mas ainda assim não haveria mais risco de fraude. Por essa tese, 27.660 assinaturas de apoio teriam de ser anuladas, mas o PSD continuaria com o mínimo de apoiamentos necessários para a obtenção do registro.
Ainda que o TSE tenha concedido o registro ao partido de Gilberto Kassab, o processo deve parar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde os magistrados poderão confirmar ou derrubar a decisão da Corte eleitoral. O Democratas (DEM), legenda que perdeu o maior número de filiados para o agora recém-registrado PSD, já anunciou que buscará reverter a decisão do TSE desta terça na Suprema Corte. Em tese, ainda que eleja vereadores e prefeitos, o STF poderá anular no futuro a validade da legenda e alterar o quadro eleitoral desenhado pela população no próximo ano.
Kassab deixa DEM e funda PSD por espaço político
Kassab se desligou do DEM junto ao vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, em 18 de março deste ano. Uma semana depois, os aliados passaram a coletar as primeiras assinaturas para a criação do PSD, legenda com a qual Kassab busca ampliar seu espaço político rumo a uma candidatura ao governo de São Paulo em 2014. Ainda assim, a urgência pelo registro do partido decorre da intenção de fortalecer a legenda com o lançamento de candidaturas a prefeituras em 2012.
O novo partido atraiu integrantes dos quadros do DEM e do PSDB e, ainda em abril, Kassab dizia que, embora fusões com legendas como o PMDB tenham sido cogitadas, “diante da dimensão que (o PSD) acabou adquirindo, descartamos essa hipótese e estamos nos preparando para disputar eleições com os quadros próprios ou as coligações permitidas pela legislação eleitoral”. Entre os dissidentes de outras agremiações que se juntaram a Kassab estão o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo; o ex-deputado federal Índio da Costa, vice da chapa de José Serra nas eleições presidenciais; e o ex-governador do Piauí Hugo Napoleão.
Outubro
Muammar Kadafi foi capturado e morto em Sirte, dizem agências

Muammar Kadafi, o coronel que liderou a Líbia durante 42 anos até ter seu governo posto em xeque a partir das revoltas originadas no país durante a Primavera Árabe, foi morto em um confronto na cidade de Sirte nesta quinta-feira. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, Mahmoud Jibril. “Esperávamos havia muito tempo por este momento. Muammar Kadafi foi morto”, afirmou à agência AP.
“Confirmamos que todos os males, mais Kadafi, desapareceram deste amado país. Acho que os líbios precisam perceber que é hora de começar uma nova Líbia, uma Líbia unida, um povo, um futuro”, disse.
As informações iniciais indicavam que Kadafi estaria ferido em ambas as pernas e teria sido levado a um hospital “criticamente ferido”. Posteriormente, foi feito o anúncio oficial da morte do ex-líder líbio.
“Nós anunciamos ao mundo que Kadafi foi morto pelas mãos da revolução”, declarou o porta-voz do CNT, Abdel Hafez Ghoga, à AFP. “É um momento histórico. É o fim da tirania e da ditadura. Kadafi encontrou seu destino”. A Reuters ouviu um oficial do CNT, segundo o qual Kadafi teria morrido devido a ferimentos. “Havia um tiroteio contra seu grupo, e ele morreu”, disse. Segundo a BBC, Kadafi teria sido morto quando tentava deixar Sirte, sua cidade natal, cuja tomada era comemorada nesta quinta-feira pelas forças do CNT.
Na corrente contrária às informações das agências internacionais, o site da Al-Libya, uma televisão pró-Kadafi, desmente “a captura ou a morte” do líder, segundo constatou a AFP. “As informações espalhadas pelos lacaios da Otan sobre a captura ou a morte do irmão dirigente Muammar Kadafi não têm fundamento”, indicou a televisão, afirmando que ele goza de “bom estado de saúde”.
Entretanto, outra emissora de TV pró-Kadafi, a Al-Rai, transmitiu a informação da morte de Kadafi citando fontes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo a AP, o governo dos Estados Unidos foi informado diretamente pelos representantes do governo líbio sobre a morte do coronel.
Na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o povo líbio saiu vencedor de sua revolução após a morte de Kadafi. Obama disse que os Estados Unidos estarão ao lado da Líbia para a construção de um futuro digno.
O presidente americano também disse que a morte de Kadafi marca o fim de um “longo e doloroso capítulo para o povo líbio” e é um grande momento na história do país. “A sombra negra da tirania desapareceu”, disse.
A emissora árabe Al Jazeera informou que Moutassim Kadafi, um dos filhos do ex-líder líbio Muammar Kadafi, morreu após ser capturado durante a operação de tomada de Sirte. Ainda segundo a rede de TV, outro filho do ex-líder líbio, Saif al-Islam, antigo herdeiro ao governo do país, foi ferido e preso durante confronto com combatentes do CNT.
A batalha por Sirte era vista como um derradeiro estágio na tomada da Líbia. A cidade assistira nos últimos dias ao recrudescimento dos combates com as forças leais a Kadafi. O confronto em Sirte se seguiu à queda da cidade de Beni Walid, outro reduto do antigo regime, para os soldados do CNT, na última semana. A tomada da cidade resultou também na morte de Aboubakr Younès Jaber, ministro da Defesa do regime deposto, segundo noticiou a AFP.
Suspeitava-se que o coronel tivesse já fugido do país, a exemplo de sua mulher e muitos de seus filhos, que, durante os últimos meses, partiram para Argélia e Níger, países vizinhos da Líbia. As agências noticiam que Kadafi estaria escondido um buraco no momento da captura, mas não há informações sobre sua companhia, nem as condições em que estaria escondido. Kadafi, cujo corpo estaria sendo levado a um local secreto, governava a Líbia desde 1969, quando, através de um golpe de Estado, encerrou o regime monárquico do Rei Idris.
Insurreição líbia culmina com queda de Sirte e morte de Kadafi
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.
A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.
Dois meses depois, os rebeldes invadiram Beni Walid, um dos últimos bastiões de Kadafi. Em 20 de outubro, os rebeldes retomaram o controle de Sirte, cidade natal do coronel e foco derradeiro do antigo regime. Os apoiadores do CNT comemoravam a tomada da cidade quando os rebeldes anunciaram que, no confronto, Kadafi havia sido morto. Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham morrido desde o início da insurreição.
Confirmada 4ª morte de explosão em restaurante do Rio
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira que uma das vítimas da explosão do restaurante Filé Carioca, que estava internada, morreu por volta das 12h30. O auxiliar de cozinha José Roberto, 28 anos, estava internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar.
O gerente do Filé Carioca e irmão do proprietário, Jorge Luiz de Souza, 46 anos, recebeu alta nesta quarta-feira após ficar sete dias em observação no Souza Aguiar. Dois feridos permanecem internados: a garçonete Daniele Cristina Pereira, 18 anos, que está no CTI do Souza Aguiar, e Higídio da Costa Neto, 46 anos, internado no Hospital Municipal Miguel Couto.
O gerente deve ser ouvido pelo delegado responsável pelas investigações, Antônio Bonfim, da 5ªDP (Mem da Sá). Bonfim quer ouvir também os responsáveis pela empresa que fornecia cilindros de gás para o restaurante, a SHV Gás.
Explosão
A explosão ocorreu na manhã de quinta-feira no restaurante Filé Carioca, que funciona no térreo do edifício Riqueza, na altura do número 9 da rua da Carioca, em frente à praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro.
As vítimas fatais foram identificadas como Severino Antônio, chefe de cozinha do restaurante; o sushiman Josimar dos Santos Barros, Matheus Maio Macedo, 19 anos, que passava em frente ao local e José Roberto, 28 anos, cozinheiro.
O comandante da Guarda Municipal, coronel Lima Castro, apontou um vazamento de gás como a possível causa da explosão. De acordo com ele, um botijão de gás ficou aberto na noite anterior e, quando o chefe de cozinha chegou pela manhã e acendeu a luz, houve a explosão. O homem teve o corpo arremessado até o outro lado da rua e foi parar na praça Tiradentes.
Novembro
Rio: polícia afirma que Rocinha foi dominada sem resistência

A favela da Rocinha já estava dominada pelas forças policiais por volta das 6h da manhã deste domingo, segundo informações do próprio comando da polícia. Neste horário, cerca de mil homens da PM, incluindo efetivos do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da BPChoque (policia de choque) estavam atuando diretamente nas três comunidades (Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu), juntamente com 194 fuzileiros navais, 160 agentes da Polícia Federal e 46 agentes da Polícia Rodoviária. A Polícia Civil está presente na operação “Choque de Paz” com 186 policiais. Treze cães farejadores da PM também participam da ocupação. Há ainda outros 1,3 mil homens mobilizados no apoio à operação em diferentes pontos da cidade.
Cerca de 3 mil homens participam da operação, com apoio de seis blindados “caveirão” da PM, 18 blindados da Marinha, quatro helicópteros da PM e três da Polícia Civil. Seis ambulâncias e 485 viaturas da PM e 96 PC estão mobilizados. A PF está usando 15 viaturas e a PRF, 13.
De acordo com fontes da assessoria de imprensa da secretária de segurança, enquanto o Bope ocupa a Rocinha, o Batalhão de Choque está no Vidigal e na Chácara do Céu, também tomadas pelas forças policiais segundo o chefe do Estado Maior Operacional da PM, coronel Pinheiro Neto.
Aproximadamente 150 agentes da PRF atuam em bloqueios nas principais vias de saída da cidade. Também participam 40 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), 20 guardas civis municipais e 37 soldados do Corpo de Bombeiros.
Com escândalos e país em crise, Berlusconi dá seu terceiro adeus

Em 2006, Silvio Berlusconi fazia campanha para ser reeleito primeiro-ministro da Itália. Ele estava então no seu segundo mandato. Durante a campanha, que acabaria perdendo para só retornar a Roma dois anos depois, em 2008, declarou: “Eu sou o Jesus Cristo da política. Sou uma vítima paciente, sacrifico a mim mesmo por todos os outros”.
O ano agora é 2011, e Berlusconi mais uma vez dá a prova do auto-proclamado sacrifício: renunciou assim que os partidos italianos acordaram o pacote de medidas econômicas exigido pela União Europeia (UE) para salvar a Itália da falência.
Para o mundo, no entanto, o sacrifício de Berlusconi pode ser uma interpretação um tanto quanto distante da protagonizada pelo filho de Deus, segundo reza a tradição cristã. Pois Berlusconi deixa para Mario Monti, seu provável sucessor, uma Itália endividada para além do permitido pela UE, numa situação tão ou pior que aquela encontrada quando o premiê iniciou seu terceiro mandato, pouco mais de três anos atrás.
E, para além do abismo econômico a ser herdado por Monti e pelo novo governo que deve ser eleito em fevereiro nas eleições legislativas antecipadas para 2012, o dito Jesus Cristo milanês viveu seu último mandato longe das agruras do filho de Maria.
Pelo contrário, Berlusconi envolveu-se em inúmeras polêmicas sexuais, dos quais o mais emblemático é o affaire com Karima el-Mahroug, uma mítica e jovem marroquina de olhos coloridos com quem Il Cavaliere teria mantido relações sexuais profissionais. Há também histórias não confirmadas de orgias envolvendo o premiê, que nega tudo. Uma de suas explicações é que jamais pagou ou pagaria qualquer mulher por sexo.
Além das desaventuras amorosas, o premiê também parece longe do sacrifício. Em contraste com a crise italiana, Berlusconi descansará tranquilamente sobre seu reino de empresas e ações. Como a rádio ESPN noticiou, citando a imprensa italiana, o agora ex-premiê cogita retornar à presidência do Milan F.C., e, com isso, investir milhões no clube, atualmente em terceiro no Calcio e bem encaminhado na primeira fase da Champions League.
Em 2008, quando Berlusconi assumiu, a taxa de crescimento do PIB italiano era de -1%, que caiu para -5,1% em 2009 para se recuperar no ano passado para 1,3%. O dado positivo reflete a leve recuperação mundial da economia, mas é afugentado por outros números. O tempo se esgota para resolver a dívida italiana, que passa hoje dos US$ 2,2 trilhões – o equivalente a 120% do produto interno bruto (PIB). O rombo fez com que os juros de venda de títulos públicos passassem dos 7%, patamar visto por especialistas como insustentável.
Como diriam os ancestrais romanos de Berlusconi, tempus fugit: o tempo se esgota para que a União Europeia, através de seu embaixador italiano Mario Monti, faça aquilo que Berlusconi não conseguiu.
Para Il Cavaliere, tempus fugit também. Após governo entre 1994-95, 2001-06 e 2008-11, são 17 anos no qual, como apontou uma matéria recente do New York Times, Berlusconi não apenas mudou a política italiana, como a tornou exageradamente personalizada.
Em 2008, a volta do já contestado Berlusconi surpreendeu. Agora, o legado do seu último mandato sugere que talvez não haja mais volta para ele.
Dezembro
Em meio a denúncias, Lupi deixa o Ministério do Trabalho

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão à presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo, após denúncias de irregularidades na pasta e de que teria ocupado cargos-fantasma. Segundo um ministro que acompanhava a crise por que Lupi passava, o chefe do Trabalho se reuniu com Dilma no Palácio da Alvorada, em Brasília, e selou uma espécie de “acordo” para deixar o primeiro escalão do governo federal.
Em nota divulgada pelo ministério, Lupi elenca como motivos para sua saída da pasta a “perseguição política e pessoal da mídia” e o parecer da Comissão de Ética da Presidência da República, que o “condenou sumariamente” ao recomendar sua exoneração. “Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo não contagie outros setores do governo”, escreveu.
No comunicado, Lupi destacou que em sua gestão de cerca de cinco anos milhões de empregos foram gerados e as centrais sindicais foram reconhecidas. “Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence.”
Assume interinamente a pasta do Trabalho o secretário-executivo, Paulo Roberto dos Santos Pinto. Ao longo da semana, a presidente irá discutir a nova titularidade do ministério. Lupi é o sétimo ministro do governo Dilma a deixar o cargo, o sexto por denúncias de corrupção.
Comissão de Ética pede exoneração
Apesar do apoio do partido e da vontade da presidente em não perder mais um ministro para denúncias de corrupção, a permanência no comando da pasta se tornou insustentável nesta semana após a Comissão de Ética Pública aplicar na última quarta-feira, por unanimidade, uma advertência e recomendar à presidente a demissão do ministro.
Segundo o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, as explicações do ministro não foram consistentes. “A Comissão entendeu que não havia explicação para uma série de convênios firmados pelo ministério”, disse.
Cargos-fantasma
Quatro dias antes, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem em que afirma que Lupi teve cargos-fantasma na Câmara dos Deputados por quase seis anos. A nova denúncia apontou que ele foi lotado na liderança do PDT de dezembro de 2000 a junho de 2006, mas no período exercia atividades partidárias como vice-presidente da sigla.
Funcionários do partido em Brasília confirmaram que Lupi não aparecia no gabinete da Câmara e se dedicava exclusivamente a tarefas partidárias. Parlamentares afirmaram que nunca tinham ouvido falar que o ministro havia sido contratado pela Câmara nesse período. As normas dizem que ocupantes desses cargos devem exercer funções técnicas e precisam trabalhar nos gabinetes.
Uso de avião particular
Antes disso, Lupi teve que ir ao Congresso explicar uma viagem no avião de um empresário para cumprir agenda pública em municípios do Maranhão. Na Câmara dos Deputados, ele disse não conhecer o empresário Adair Meira, fundador da ONG Pró-Cerrado, que detém contratos milionários com o Ministério do Trabalho. Mas o próprio Adair desmentiu a versão, dizendo que viajou num trecho com o então ministro.
Depois, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Lupi disse que não tinha “relação pessoal” com o empresário Adair Meira. “Não disse que não o conheço. Há um processo de tentativa de linchamento público da gente por falta, por mentir. Não tenho nenhuma relação. Não sou amigo dele, não tenho relação pessoal com ele”, afirmou.
As declaração de Lupi perderam ainda mais força quando um portal da cidade de Grajaú, onde ele esteve no Maranhão, publicou uma foto do ex-ministro desembarcando do avião, que teria sido providenciado por Meira. Em outras imagens, divulgadas pela Globo News, Carlos Lupi aparece cumprimentando eleitores com Meira em segundo plano.
O Código de Conduta da Alta Administração Federal, que estabelece normas éticas para autoridades, é explícito ao proibir, por exemplo, ministros de Estado de “receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade”. Apesar de o parlamentar ter admitido o uso de transporte fornecido por empresários ou “amigos do PDT”, ele negou que tenha havido conflito de interesses ou “troca de favores”.
Propina
A viagem ao Maranhão foi apenas mais um episódio na já ameaçada carreira do ministro. De acordo com reportagem publicada pela Veja, funcionários do ministério estariam envolvidos em um suposto esquema de cobrança de propina de ONGs conveniadas com à pasta.
O esquema seria comandado por dirigentes do PDT, supostamente liderados pelo ministro Carlos Lupi. À revista, representantes das ONGs disseram que as organizações contratadas pelo ministério tinham o repasse de recursos bloqueados após enfrentar problemas com a fiscalização da pasta. Assessores do ministro então procuravam os dirigentes das entidades para resolver o problema, e cobravam propinas que variavam entre 5% e 15%.
Frases polêmicas
Após as primeiras denúncias, que surgiram no início de novembro, Lupi negou haver irregularidades em sua pasta e afirmou que Dilma confiava em seu trabalho. “A presidente disse para eu tocar o barco”, afirmou na época.
Com o crédito de Dilma e as pressões para que se explicasse, Lupi passou a ironizar as denúncias, “desafiando” a presidente a tirá-lo do governo e dizendo que só deixaria o cargo “abatido à bala”. O Palácio do Planalto não aprovou o tom e, dias depois, o ministro pediu desculpas. “Posso ser tudo, mas não sou uma pessoa deseducada, deselegante e muito menos despreparada. Presidente Dilma, desculpa se fui agressivo, não foi minha intenção. Eu te amo”, disse.
Dilma não comentou a declaração até a última semana. Na sexta-feira, em visita a Venezuela, a presidente foi questionada se a “declaração de amor” havia pesado para a manutenção de Lupi no cargo, apesar das crescentes denúncias. “Tenho 63 anos de idade, uma filha com 34 anos, um neto de 1 ano e 2 meses. Eu não sou propriamente uma adolescente e eu diria também (que não sou) uma romântica. Acho que a vida ensina a gente, e acho que a gente tem de respeitar as pessoas, mas eu faço análises muito objetivas”, afirmou.
Acidente deixa 33 mortos e 13 feridos no interior da Bahia

Um acidente envolvendo três veículos no km 583 da BR-116, entre os municípios de Milagres e Brejões, na Bahia, deixou 33 mortos na madrugada deste sábado. Outras 13 pessoas ficaram feridas, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A colisão ocorreu por volta da 1h, com uma carreta que carregava gesso, um caminhão e um ônibus de viagem. Esse último transportava trabalhadores de corte de cana, que deixaram o Mato Grosso do Sul com destino ao município de Buíque, em Pernambuco.
Entre as vítimas fatais, 31 morreram na hora, uma a caminho do hospital e outra após receber os primeiros socorro. Os feridos foram encaminhados para hospitais nos municípios de Jequié e Jaguaquara, de acordo com informações da PRF.
O ônibus ficou completamente destruído. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico legal (IML) de Jequié, Brumado e Vitória da Conquista. Viaturas do Serviço Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros, além de cinco ambulâncias da Via Bahia, realizaram o resgate das vítimas.
A PRF ainda não sabe o que causou o acidente, mas, de acordo com relatos de testemunhas, há a suspeita de que uma manobra da carreta tenha provocado a colisão. Esse está sendo considerado o segundo pior acidente da história da Bahia.
Com o ocorrido, a pista teve que ser interditada, nos dois sentidos, para o atendimento às vítimas, realização de perícia técnica e remoção dos veículos envolvidos. Até as 14h, viaturas da PRF, veículos de coordenação de tráfego e guinchos permaneciam no local. Por conta do acidente, um congestionamento de mais de 40 km foi formado nos dois sentidos da rodovia.
Fonte: Terra
Por: Diego Medeiros BDI JORNALISMO 2011
Feliz 2012 a todos, leitores do Batalha do Ibope!!!